Impactos da locação

A locação de veículos é, sem dúvidas, um negócio em expansão no Brasil. No ano passado, as empresas do setor registraram um crescimento de 12,3% em faturamento bruto ante 2016, atingindo vendas de R$ 15,5 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (Abla).

A evolução desse mercado pode ser explicada pelo aumento no número de locadoras no país – de 11,2 mil em 2016 para 11,5 mil em 2017. Além disso, essas empresas, de forma geral, expandiram sua frota de 632,9 mil para 709,03 mil veículos no mesmo período.

Esses números refletem diretamente no desempenho das locadoras no Brasil e em países da América Latina, que ano a ano têm reforçado suas frotas a fim de atender à crescente demanda. Quando analisamos as plataformas de comparação de preços e locação de veículos, como a Rentcars.com, esse panorama de crescimento continua forte.

O consumidor é o maior beneficiário desse desenvolvimento, uma vez que os preços para alugar um carro se tornam cada vez mais acessíveis. No entanto, essa redução de custos não é a única razão para quem opta por esse caminho.

A prática de alugar carros somente quando é necessário, assim como utilizar os apps de mobilidade urbana, é cada vez mais frequente. Com isso, a locação aparece como alternativa para o consumidor que deseja utilizar um veículo somente em situações de necessidade e não quer ter custos que possam sacrificar o orçamento. Não ser proprietário de um carro implica em não ter uma série de despesas com impostos, manutenções e combustível.

A geração Y (nascidos entre 1981 e 2002) é a responsável por essa quebra de paradigma e apresenta uma mudança comportamental importante: valorizar experiências e não posses.

Esse perfil de cliente busca por soluções que se adequem a cada momento de sua rotina. Por exemplo, durante a semana, a opção pode ser por apps de mobilidade urbana como Uber, 99 e Cabify. No entanto, em uma situação de viagem rápida, os serviços de locação são ideais. Hoje, existem plataformas de locação de carros que dão descontos para locações estendidas e oferecem promoções para atrair novos usuários.

A crise econômica ajudou a consolidar esse comportamento. De 2014 para cá, o brasileiro teve que abrir mão do supérfluo para focar no essencial. Entre 2012 e 2016, a venda e produção de veículos caíram quase pela metade. Nesse período, o Brasil deixou de ser o 4º maior mercado de carros do mundo, caindo para a 10ª posição, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Tão importante quanto o impacto ambiental e a diminuição do trânsito é o fato de que essa prática faz parte de um processo educativo do cidadão. A ideia é não obrigar as pessoas a adquirir um carro, mas dar opções boas o bastante para que elas não precisem utilizá-lo a todo momento.

Hoje, existem plataformas que abrigam uma série de locadoras e permitem que o consumidor alugue e compare os preços de veículos em um só ambiente, facilitando a vida de quem procura um carro para uso esporádico.

Fatores como o aumento do turismo de lazer doméstico e receptivo internacional, melhoria da infraestrutura aeroportuária, aumento do fluxo de passageiros nos aeroportos, ascensão da indústria de feiras e eventos, massificação dos cartões de crédito e o acesso ao crédito de longo prazo têm contribuído para o avanço do segmento. Com tantos indicadores positivos é impossível não ficar otimista.

Com esse futuro promissor em vista, as empresas do setor precisam estar cada vez mais preparadas para acompanhar a demanda e garantir as melhores opções para locação de veículos. Quanto ao consumidor, bom, ele não precisa mais ter um carro para chamar de seu.

*Vivian Almeida é Business Development Director da Rentcars.com uma das líderes globais de mercado e a principal plataforma de comparação de preços e locação de veículos da América Latina.

Site: www.rentcars.com

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