Indústria automotiva reduz expectativa de crescimento para 2017

Apesar do aumento na venda de modelos específicos, segmento aguarda números moderados para o ano novo.

Imagem: reprodução pixabay.com
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O mercado automobilístico, depois de celebrar recordes de produção e faturamento nas últimas décadas, agora se prepara para um cenário menos otimista para o ano de 2017. Após registrar uma queda de 20,2% nas vendas, a Anfavea (Associação Nacional das Montadoras) projeta o modesto aumento entre 1% e 6% nas vendas deste ano para as marcas de perfil mais conservador.

Mesmo assim, alguns números positivos puderam ser observados, mesmo em meio à crise. Apesar da queda total registrada no ano, 200 mil novas unidades foram comercializadas durante o mês de dezembro de 2016 – o maior índice dos últimos 12 meses.

O sobe e desce dos números

Enquanto montadoras como a chinesa Chery, que enfrentou uma série de interrupções na produção (algumas de suas linhas estão voltando a operar depois de seis meses de paradas e lay-offs), outras estão comemorando o sucesso de venda.

Contrariando o restante do segmento, a Citröen foi uma das poucas marcas que podem comemorar resultados acima da média. Seu Novo Aircross, repaginado em design e tecnologias, registrou um aumento de 51,4% nas vendas. Enquanto 4.331 unidades foram vendidas em 2015, o modelo atualizado bateu a marca de 6.557 vendas no ano passado.

Muito do sucesso e aceitação do modelo podem estar diretamente relacionados não só as suas novidades, como classificação A em consumo de combustível e pneus verdes, mas também em novas estratégias de venda da marca. Visando atender às necessidades do e-commerce, a Citröen trouxe ao público um novo procedimento para quem deseja adquirir um novo veículo de acordo com suas preferências sem precisar ir até uma concessionária. Em apenas três etapas online, o comprador decide pelo modelo, verão, cor e acessórios, finalizando a compra online e retirando o veículo no ato da entrega.

Aumento nas exportações

Enquanto a economia brasileira segue fragilizada e instável, a exportação de veículos colaborou para que os índices da indústria automobilística não caíssem ainda mais. Até o mês de novembro de 2016, cerca de 500 mil veículos produzidos no Brasil foram comercializados em outros países, fechando o período com um aumento de 23,4% nas vendas para o exterior.

Assessoria de Imprensa

Fonte: A Tribuna News

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