Hyperlooop trabalha no Brasil com a promessa de redefinir transporte

Transporte limpo, seguro, rápido e barato para o usuário. Esta é a promessa da Hyperloop Transportation Technologies (HTT), uma das empresas no mundo empenhadas em tornar viável um novo modal de transporte para passageiros e cargas. Tudo é levado em cápsulas metálicas que se deslocam em tubos de ar em levitação eletromagnética. Sem atrito com trilhos, a solução promete alcançar velocidade 1.200 km/h. “Com tanta tecnologia queremos aproximar as pessoas e fazer com que elas percam menos tempo no transporte. O Hyperloop pode transformar amigos que se encontram uma vez por ano em vizinhos”, disse Bibop Gresta, presidente da companhia, em apresentação durante a abertura do WTM Conference, que acontece em São Paulo de 29 a 31 de outubro.

Em abril deste ano a HTT anunciou investimento de US$ 7,85 milhões na primeira fase de construção de um centro de desenvolvimento em Contagem (MG), que complementa a estrutura global de pesquisa da companhia e vai trabalhar, principalmente, em soluções para o transporte de carga. “O Hyperloop tem potencial para mudar a sociedade. Você pode viver no Rio de Janeiro e vir todo os dias trabalhar em São Paulo”, projeta. Para ele, desenvolver uma nova solução para os deslocamentos é essencial para melhorar a mobilidade, que ele considera um dos maiores desafios da sociedade atual.

 “O nosso sistema de transporte está quebrado. O conceito de ter um carro é errado desde o princípio, um ativo que fica pelo menos 80% do tempo na garagem. Quando pensamos nos aviões, 70% das operações que fazemos no aeroporto poderiam ser realizadas antes, on-line, sem filas”, critica.

É justamente esta ineficiência que o Hyperloop pretende eliminar. Segundo Gresta, A ideia é desenhar algo do zero, repensar toda a jornada do usuário e criar uma experiência completamente personalizada e apoiada por dados e ferramentas digitais. “Eu não sou o mesmo quando viajo a trabalho ou a lazer e o serviço vai se adaptar a cada necessidade”.

Ele garante que o preço de toda a tecnologia não vai pesar no bolso dos usuários. A mágica está em achar mais maneiras de gerar receitas além da cobrança das passagens. “Já encontramos pelo menos quatro fórmulas para monetizar”, conta, enumerando, por exemplo, a publicidade dentro do sistema Hyperloop e a venda de dados dos usuários mediante autorização.

Além dos times próprios de desenvolvimento, a HTT conta com parcerias com dezenas de empresas e organizações pelo mundo para avançar na solução, incluindo a Nasa, agência espacial dos Estados Unidos. Além de pesquisa fórmulas para melhorar a experiência dos usuários, a companhia trabalha em novos materiais e desenha formatos mais eficientes para as estações de embarque, por exemplo.

A companhia já fabricou a cápsula número um do sistema de transporte e se prepara para sua primeira grande entrega, em 2020, quando a Abu Dhabi vai inaugurar trecho de um amplo projeto com a Hyperloop TT. A meta da capital dos Emirados Árabes é se posicionar como cidade líder em transporte sustentável. Já para a HTT, o projeto é a chance de provar que as cápsulas de transporte podem ser uma realidade palpável, não apenas uma visão futurista.

Fonte: Automotive Business

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