Unidas cresce 12,3% no semestre com avanço do RAC

Unidas cresce 12,3% no semestre e reforça operação de aluguel. Receita chega a R$ 3,7 bilhões, com avanço do RAC, renovação da frota e ganho de margem em negócios de locação

A Unidas encerrou o primeiro semestre de 2026 com receita líquida de R$ 3,7 bilhões, crescimento de 12,3% sobre o mesmo período de 2025. O desempenho teve participação importante do Aluguel de Carros (RAC), que ampliou frota, receita e rentabilidade.

A companhia terminou o segundo trimestre com 118,5 mil ativos, praticamente o mesmo volume registrado um ano antes. O valor da frota, porém, aumentou de R$ 11,2 bilhões para R$ 11,7 bilhões, refletindo a substituição de veículos mais antigos por ativos novos.

No RAC, a frota chegou a 59,5 mil veículos, alta de 4,9% em 12 meses. A frota operacional média cresceu 3,7%, para 47,5 mil ativos.

A taxa de utilização ficou em 79,7% no semestre, 1,6 ponto percentual acima do primeiro semestre de 2025. Já a tarifa bruta média diária subiu 4,4%, para R$ 143.

RAC aumenta receita e rentabilidade

O Aluguel de Carros gerou receita líquida de R$ 895 milhões nos primeiros seis meses do ano. O resultado representa crescimento de 6,8% na comparação anual. O EBITDA do segmento avançou 10,2%, para R$ 543 milhões. A margem EBITDA chegou a 60,6%, ganho de 1,8 ponto percentual.

Segundo a companhia, a evolução resulta do aumento da receita combinado com ganhos de eficiência operacional. No segundo trimestre, a receita foi de R$ 443 milhões, enquanto o EBITDA alcançou R$ 266 milhões.

A renovação da frota aparece como um dos principais movimentos da operação. No segundo trimestre, a Unidas comprou 10.071 carros para o RAC e vendeu 6.211 unidades.

A idade média da frota operacional caiu para 12,7 meses ao final de junho. Um ano antes, o indicador estava em 14,5 meses. O movimento de renovação também aumenta a oferta de veículos para venda. No semestre, a Unidas comercializou 22.712 ativos, crescimento de 21,6% sobre 2025.

GTF Pesados melhora margem

A Gestão e Terceirização de Frotas Pesadas apresentou outro destaque no semestre. Embora a frota tenha recuado 9,5%, para 11,4 mil ativos, o EBITDA cresceu 14,1%, atingindo R$ 362 milhões.

A margem EBITDA passou de 68,5% para 80,8%. No segundo trimestre, chegou a 82,4%, avanço de 14 pontos percentuais.

O resultado está relacionado ao encerramento das operações de Full Service e à mudança do mix para contratos de locação e manutenção. A estratégia provocou uma redução temporária da frota, com expectativa de recomposição ao longo do ano. A receita do segmento caiu 3,3% no semestre, para R$ 447 milhões. A queda está ligada à desmobilização de ativos após o encerramento do Full Service.

Venda de ativos ganha volume

A estratégia de renovação da frota também aparece nos resultados de venda de ativos. A receita do segmento chegou a R$ 1,84 bilhão no semestre, alta de 26,8%. Foram comercializados 22.712 ativos, contra 18.670 no primeiro semestre de 2025. O crescimento foi impulsionado pela renovação da frota do RAC e pela desmobilização de veículos e equipamentos pesados.

A maior oferta, entretanto, ocorreu em um cenário de margens pressionadas. O EBITDA da venda de ativos ficou negativo em R$ 26 milhões no semestre.

No caso dos veículos leves, o preço médio de venda aumentou 7,8% no semestre, para R$ 78,6 mil. Segundo a companhia, o avanço está relacionado à comercialização de veículos de safras mais recentes.

Unidas avança na desalavancagem

Além dos resultados operacionais, a Unidas avançou na reorganização de sua estrutura financeira.

No primeiro semestre, a companhia reperfilou R$ 5,2 bilhões em dívidas. A operação postergou amortizações previstas para 2026, 2027 e 2028 para 2030, 2031 e 2032.

No final de junho, a dívida líquida era de R$ 8,95 bilhões. A relação entre dívida líquida e EBITDA ficou em 3,34 vezes, uma redução de 0,11 vez em relação ao segundo trimestre de 2025.
Em agosto, a Moody’s elevou o rating da Unidas de AA.br para AA+.br. A agência considerou a desalavancagem desde 2024, a rentabilidade operacional e a posição de liquidez da empresa.

Receita cresce, mas resultado financeiro pesa

A receita líquida consolidada chegou a R$ 3,74 bilhões no semestre. O EBITDA foi de R$ 1,31 bilhão, avanço de 2,3%, com margem EBITDA de locação de 68,7%. O EBIT também cresceu, 4,7%, para R$ 683 milhões. Já o resultado líquido ajustado ficou negativo em R$ 35 milhões no semestre.

A pressão veio principalmente do resultado financeiro. As despesas financeiras aumentaram 11,2% no semestre, para R$ 1,004 bilhão. O custo da dívida antes de impostos passou de 15,7% para 16,5%.
O desempenho mostra uma Unidas concentrada na renovação da frota, na eficiência operacional e na reorganização financeira. Para o mercado de locação, o avanço do RAC e a melhora das margens são os principais pontos do balanço do primeiro semestre.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *