VAMMO reforça conselho com Carlos Zarlenga
VAMMO reforça conselho com ex-presidente da GM e Stellantis. Carlos Zarlenga passa a integrar o board da empresa, que prepara expansão nacional
A VAMMO, empresa de mobilidade elétrica que opera com um modelo de aluguel por assinatura de motocicletas, anunciou a chegada de Carlos Zarlenga ao Conselho de Administração. O executivo liderou operações da General Motors e da Stellantis na América Latina.
A entrada ocorre em um momento de expansão da companhia. Segundo a VAMMO, a base de clientes ativos cresceu 188% em 2026 e chegou a 8 mil usuários. Com o crescimento da operação, a empresa passa a concentrar esforços em eficiência, governança e estruturação para uma expansão em escala nacional.
VAMMO prepara nova fase
Zarlenga deverá atuar em três frentes consideradas estratégicas pela companhia. A primeira envolve a estruturação financeira e a preparação para novas captações.
A segunda está relacionada à cadeia de suprimentos. A VAMMO possui uma operação industrial em Manaus e importa componentes da China, o que torna a gestão da cadeia relevante para o crescimento da empresa.
O terceiro eixo envolve a aproximação com governos e com a indústria automotiva. Nesse ponto, a experiência de Zarlenga à frente de grandes operações do setor deve contribuir para os planos da companhia.
Para Jack Sarvary, CEO e cofundador da VAMMO, a escolha de Zarlenga está relacionada à necessidade de preparar a empresa para os desafios de uma operação maior. “Precisávamos agora de um operador. O Carlos conhece a fundo como estruturar cadeias de suprimento globais, como financiar uma empresa em fase de crescimento acelerado e como construir relacionamento com governos”, afirma.
A companhia considera que a entrada do executivo no conselho representa uma mudança de foco. Depois de acelerar a conquista de clientes, a prioridade passa a ser a construção de uma estrutura capaz de sustentar o crescimento.
Aluguel por assinatura e troca de baterias
A VAMMO combina o aluguel por assinatura de motocicletas elétricas com uma rede própria de infraestrutura para troca de baterias. O modelo busca reduzir o tempo necessário para a recarga. Em vez de aguardar o carregamento da bateria, o usuário pode realizar a troca por uma unidade carregada nos pontos da rede.
A estratégia tem como um dos principais públicos os profissionais que utilizam motocicletas para trabalho e entregas. Para esse segmento, a disponibilidade do veículo influencia diretamente o tempo de operação.
A empresa também desenvolve e fabrica suas motocicletas elétricas e equipamentos de carregamento em Manaus. A operação é complementada pela rede de battery swap, formando um ecossistema que reúne veículo, infraestrutura e tecnologia.
Para Zarlenga, essa integração é um dos diferenciais da empresa. “A infraestrutura desenvolvida pela VAMMO foi extremamente bem planejada e cria valor real para seus clientes”, afirma o executivo. Segundo ele, o modelo de locação integrado à troca de baterias pode ampliar a disponibilidade dos veículos utilizados pelos entregadores.
Expansão exige estrutura
A chegada de um executivo com experiência na indústria automotiva ocorre enquanto a VAMMO busca transformar o crescimento recente em uma operação de maior escala.
A companhia foi fundada em 2022 por Jack Sarvary, ex-Rappi, e Billy Blaustein, ex-Tesla. Desde então, desenvolveu uma operação voltada à mobilidade elétrica e à infraestrutura de troca de baterias.
Com 8 mil usuários ativos e crescimento de 188% na base em 2026, a empresa entra em uma etapa na qual eficiência operacional e estrutura financeira ganham importância.
Zarlenga afirma que pretende contribuir justamente na construção dos processos necessários para essa nova fase. “Espero contribuir com a experiência que acumulei ao longo de décadas liderando operações industriais complexas, ajudando a equipe a construir uma organização cada vez mais eficiente e preparada para expandir”, afirma.
Para o mercado de mobilidade, o movimento também mostra a aproximação entre modelos de locação e a eletrificação de veículos de duas rodas. A combinação entre assinatura, infraestrutura própria e troca rápida de baterias cria uma alternativa ao modelo tradicional de aquisição de motocicletas elétricas.
