Eleições 2026: MoveInfra apresenta prioridades para infraestrutura

Eleições 2026: MoveInfra apresenta prioridades para infraestrutura. Setor privado propõe agenda para os próximos governos, com foco em equilíbrio fiscal, segurança jurídica, regulação e investimentos

O setor privado de infraestrutura apresentou uma agenda de prioridades para os próximos quatro anos de governo nas esferas federal e estadual. O documento foi elaborado pelo MoveInfra e reúne propostas relacionadas a investimentos, regulação, segurança jurídica e planejamento.

O movimento reúne seis grupos de infraestrutura logística com atuação em diferentes modais de transporte. Entre os associados estão EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Motiva, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo.

A agenda para as eleições de 2026 defende a criação de um ambiente mais previsível para investimentos de longo prazo. Entre os pontos apresentados estão o equilíbrio fiscal, a redução do custo de capital e o fortalecimento da segurança jurídica.

Também fazem parte das propostas a modernização dos marcos regulatórios, o fortalecimento das agências reguladoras e a criação de mecanismos para estimular investimentos, inovação e financiamento sustentável.

Investimentos e planejamento de longo prazo

O MoveInfra defende medidas estruturais para reduzir os juros de forma sustentável. Segundo o movimento, a trajetória da dívida pública e o equilíbrio fiscal devem fazer parte dessa discussão.

“A retomada do grau de investimento do Brasil e os impactos da reforma tributária são pontos que devem ser observados com atenção. Não podemos onerar mais ainda os investimentos”, afirma o CEO do MoveInfra, Ronei Glanzmann.

Outra proposta é manter uma carteira permanente e previsível de projetos. A ideia é articular o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) com instrumentos de planejamento de longo prazo, como o Plano Nacional de Logística (PNL).

O documento também propõe a modernização das leis de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). Entre os mecanismos citados estão regras mais flexíveis para alocação de riscos, reequilíbrio econômico-financeiro e gatilhos de investimento.

A pauta acompanha outras manifestações recentes do MoveInfra em defesa da atualização das regras de concessões e PPPs. Em junho, o movimento defendeu a tramitação do PL 7063/2017, que altera normas relacionadas às concessões e PPPs.

Eleições 2026: Regulação e infraestrutura de transporte

A agenda também inclui a regulamentação da nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental. O MoveInfra defende maior padronização, celeridade e previsibilidade dos processos, mantendo a proteção ambiental e social.

O movimento também propõe o fortalecimento das concessões rodoviárias, ferroviárias e hidroviárias. A integração entre os diferentes modais aparece como outro ponto da agenda.

Para as locadoras de veículos, essa parte da discussão tem relação com a operação das frotas. A qualidade das rodovias e a eficiência da infraestrutura logística interferem nos deslocamentos, nos custos operacionais e na movimentação de veículos entre diferentes regiões.

A infraestrutura de transporte também pode influenciar operações de renovação e redistribuição de frotas. Esses efeitos, porém, dependem dos investimentos efetivamente realizados e das condições de cada região.

O tema da integração logística também está presente em outras iniciativas do MoveInfra. Em maio, o movimento anunciou um estudo sobre concessões de hidrovias, com análise de sete sistemas hidroviários brasileiros e horizonte de planejamento entre 10 e 30 anos.

Segurança e ambiente institucional

Na área de segurança, o MoveInfra defende a implementação efetiva do marco legal de combate ao crime organizado. O movimento também cita a aplicação das regras destinadas aos devedores contumazes.

Na área institucional, a agenda inclui o avanço da adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O objetivo apontado é fortalecer mecanismos de governança, transparência e integridade.

O documento também menciona a regulamentação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o MoveInfra, a medida contribuiria para ampliar a segurança jurídica nos processos de consulta prévia relacionados a empreendimentos de infraestrutura.

A autonomia das agências reguladoras também integra a pauta. Para o movimento, instituições reguladoras estruturadas e com maior previsibilidade são importantes para a execução de projetos de longo prazo.

Em 2026, o MoveInfra também participou de uma agenda setorial voltada ao fortalecimento das agências e à modernização das leis de concessões e PPPs.

A agenda apresentada para as eleições de 2026 não se restringe, portanto, à execução de obras. O documento reúne propostas sobre regras, financiamento, planejamento e ambiente institucional.

Para o setor de locação, os efeitos mais diretos estão relacionados à infraestrutura de transporte. Rodovias, logística e segurança interferem na circulação e na operação das frotas. Já questões como regulação, juros e ambiente de investimentos podem produzir efeitos mais amplos sobre a economia e sobre as decisões de expansão das empresas.

O MoveInfra defende que a infraestrutura seja tratada como política de Estado, com planejamento de longo prazo, segurança jurídica, capacidade de investimento e regras estáveis.

Clique aqui para conhecer as propostas

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