Da China para o Ceará: empresários investem em tuk-tuk elétrico e querem frota no Interior

A ideia um tanto curiosa, mas vista como oportunidade de mercado, é de um grupo de sócios da empresa genuinamente cearense LocaTuk. Inicialmente os veículos vão rodar nas cidades de Itapipoca, Quixadá, Santa Quitéria e Boa Viagem

Eles são uma realidade na Ásia, especialmente em países como China, Índia, Laos e outros. Agora, os triciclos tuk-tuks vão desembarcar no Ceará. A ideia um tanto curiosa, mas vista como oportunidade de mercado, é de um grupo de sócios da empresa genuinamente cearense LocaTuk.

“Há uma ano visitei Lisboa e vi que era uma coisa muito comum. Usam esses veículos para deslocamento curtos. Resolvi trazer para o Brasil visando essa oportunidade de o usuário se locomover em trajetos menores”, ressalta o empresário Miguel Andrade, um dos sócios-fundadores da companhia. Os veículos importados da China chegaram em São Paulo no dia 27 de julho.  No Ceará,  rodam na segunda quinzena de setembro montados e adesivados.

Em vez de trafegarem nas ruas de Fortaleza, Miguel conta que a ideia é implementá-los primeiramente nas cidades de Itapipoca, Quixadá, Santa Quitéria e Boa Viagem. “Fica mais fácil testar o modelo de negócio no Interior, já que são quatro cidades e três tuk-tuks para cada”, pontua.

Outra novidade: são totalmente elétricos. “Não emitem poluição, são de baixo custo, não fazem barulho e são seguros, já que têm cintos de segurança.  Trafegam a uma velocidade de 40 quilômetros por hora. A manutenção é muito fácil de fazer”, explica o empresário.

O triciclo pode transportar até três passageiros – preferencialmente dois adultos e uma criança, além do motorista, suportando um peso de até 300 quilos. As baterias recarregáveis precisam de três horas para ter a carga completa e podem ser acopladas em uma tomada simples, o que garante um trajeto de até 80 quilômetros.

Aluguel do tuk-tuk e aplicativo de corridas

A LocaTuk é uma espécie de “locadora” dos triciclos. Nesse sentido, mototaxistas das cidades escolhidas poderão se credenciar para rodar com os veículos nos municípios.

Os pilotos selecionados pagarão um aluguel mensal (em formato de leasing) no valor de R$ 400, incluindo um seguro para o caso de danos e acidentes.

O leasing se encerra após 36 meses, quando os mototaxistas poderão optar em ficar com o triciclo, como proprietários, pagando um residual em torno de R$ 3.500 ou devolver o tuk-tuk e alugar um equipamento novo e mais moderno.

Para pilotar, é necessário Carteira Nacional de Habilitação (CNH) “A”. O veículo é autorizado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e pode ser emplacado normalmente no Detran.

Não acaba por aí: também foi lançado um aplicativo batizado de Tuker. A estimativa é que um percurso médio de até dois quilômetros tenha um custo de no máximo R$ 5 para os usuários. “Esse valor já inclui todos os impostos municipais”, adianta o empresário.

A cada corrida, o App Tuker cobra uma taxa de até 25% de comissão pela intermediação dos serviços de transporte.

Fortaleza na mira
Fortaleza também está dentro dos planos da LocaTuk. No entanto, é preciso dialogar antes com a Prefeitura. “Na Capital cearense é um pouco diferente. Não é viável sair da Aldeota e ir para Parangaba por conta da distância, mas sim realizar o deslocamento intrabairro”, explica.

Tuk-Tuk da LocaTuk em detalhes:

Tuk-Tuk da Locatuk. Foto: Divulgação
Tuk-Tuk da Locatuk. Foto: Divulgação
Tuk-Tuk da Locatuk. Foto: Divulgação
Tuk-Tuk da Locatuk. Foto: Divulgação

Por Átila Varela

Fonte: FOCUS.JOR

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