Armac atinge receita de R$ 2 bilhões

Armac atinge receita de R$ 2 bilhões e inicia ano com a maior rede de Seminovos de Linha Amarela do País

A Armac divulgou os resultados do quarto trimestre e do consolidado de 2025, com receita bruta superior a R$ 2 bilhões no ano, alta de 5% em relação a 2024. No quarto trimestre, a receita somou R$ 541,4 milhões, crescimento de 4,4% na comparação anual.

Entre os destaques do período está o avanço da operação de venda de equipamentos seminovos, que ganhou participação ao longo do ano e passa a ocupar papel mais relevante dentro da estratégia da companhia.

Seminovos ganham protagonismo

A empresa encerrou 2025 com 18 lojas dedicadas à comercialização de equipamentos usados, voltadas principalmente à linha amarela. A receita dessa operação foi de R$ 111,2 milhões no quarto trimestre, com crescimento de 141,4% frente ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a companhia, o segmento deve seguir como uma das frentes prioritárias em 2026. O mercado de seminovos de equipamentos pesados é estimado em cerca de R$ 18 bilhões por ano. O movimento acompanha uma tendência já observada em outros segmentos de mobilidade, em que a venda de ativos usados passa a ter papel estratégico na gestão de frotas e na geração de receita adicional.

A ampliação da rede de seminovos indica uma maior estruturação desse tipo de operação, com presença física e escala. Para empresas que trabalham com ativos, como locadoras e frotistas, esse modelo reforça a importância de canais organizados para desmobilização de equipamentos. Além disso, a consolidação de redes próprias de seminovos pode influenciar práticas de precificação, giro de ativos e planejamento de renovação de frota.

Eficiência operacional

Os resultados também refletem mudanças internas realizadas ao longo de 2025. A empresa reorganizou sua estrutura em unidades de negócio, com o objetivo de dar mais agilidade às operações. De acordo com a companhia, houve redução nas glosas de faturamento e melhora nos indicadores de satisfação de clientes após essas mudanças.

“Crescimento só faz sentido quando acompanhado de geração de valor econômico, disciplina financeira e melhora do ROIC”, afirma Fernando Aragão, CEO da Armac. “Os novos contratos vêm sendo originados com critérios mais rigorosos de orçamento e alocação de capital, apresentando retornos consistentemente superiores aos do portfólio anterior.”

O EBITDA de locação ajustado totalizou R$ 708,4 milhões no ano e R$ 188,1 milhões no quarto trimestre, com avanço de 8,8% na comparação trimestral. A margem EBITDA de locação ajustada ficou em 49,5% no último trimestre.

Ao longo de 2025, a empresa concluiu três aquisições: Termov e Braslift, no segmento de empilhadeiras, além da Engelog.

Com a incorporação dessas operações, a frota total ultrapassou 14 mil equipamentos no início de 2026, ante 12.587 unidades ao final de 2025.

Perspectivas

Para 2026, a companhia indica um cenário de cautela, diante do ambiente de juros elevados e menor previsibilidade de investimentos em alguns setores.

A estratégia inclui a integração das empresas adquiridas e a continuidade da redução do endividamento, com meta de aproximar a alavancagem de duas vezes a relação entre dívida líquida e EBITDA.

Para saber mais, acesse a íntegra dos Resultados aqui.

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