Locação de motos avança como alternativa de renda

Locação de motos avança como alternativa de renda e cresce com a economia de aplicativos

A locação de motocicletas começa a ganhar espaço no Brasil como alternativa de renda recorrente, impulsionada pela economia de aplicativos e pela busca por investimentos mais acessíveis. O modelo tem atraído investidores interessados em ativos com menor valor de entrada e retorno mais rápido, em comparação a opções tradicionais, como imóveis.

Segundo dados da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, o segmento saltou de 7.856 unidades em 2021 para 130.751 em 2026, crescimento de 1.564% em cinco anos. Ao mesmo tempo, o avanço do trabalho por aplicativos reforça essa demanda. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que o país registrou 1,7 milhão de pessoas atuando em plataformas digitais em 2024, sendo cerca de 485 mil no setor de entregas.

Nesse cenário, a motocicleta passa a ser vista como um ativo produtivo, capaz de gerar receita mensal por meio da locação para trabalhadores que dependem do veículo no dia a dia.

Modelo cresce com gestão terceirizada

A expansão desse formato também está ligada ao surgimento de empresas que estruturam a operação para investidores. É o caso da Byker, que atua com um modelo de franquias digitais voltado à locação de motocicletas.

A empresa conecta investidores a profissionais que utilizam as motos para atividades como entregas e mobilidade urbana. Além disso, centraliza a gestão da frota, incluindo contratos, manutenção, rastreamento e suporte operacional, o que reduz a necessidade de envolvimento direto do investidor.

“Existe um movimento claro de pessoas buscando ativos que gerem renda recorrente, e não apenas valorização ao longo do tempo. A moto entra como uma alternativa mais acessível e com retorno mais rápido”, afirma Laís Oliveira, Diretora de Expansão da Byker.

Na prática, o modelo também busca reduzir riscos por meio da diversificação dos ativos.

“Quando você investe em um imóvel, você depende de um único locatário. No nosso modelo, é possível ter várias motos gerando receita ao mesmo tempo, o que traz mais previsibilidade e reduz o risco da operação”, explica Geraldo Carneiro, fundador da Byker.

Liquidez e entrada gradual impulsionam modelo

Outro ponto que favorece a locação de motos é a liquidez. Diferentemente do mercado imobiliário, em que a venda pode levar meses, motocicletas tendem a ter maior giro.

“A gente está falando de um ativo com demanda constante. Caso o investidor precise sair da operação, a moto tem liquidez e pode ser comercializada com mais agilidade”, afirma Carneiro.

O modelo também permite entrada gradual. Segundo a empresa, é possível iniciar com três motos e expandir conforme a demanda, o que reduz a necessidade de grandes aportes iniciais.

Além disso, a estrutura tributária pode ser um fator relevante. Dependendo da configuração, a operação pode se enquadrar no Simples Nacional, com alíquotas iniciais mais baixas do que no aluguel de imóveis.

“Quando estruturado corretamente, o modelo pode ter uma carga tributária mais eficiente, o que impacta diretamente na rentabilidade do investidor”, explica Laís.

Tecnologia amplia controle da operação

Outro diferencial está no uso de tecnologia para gestão da frota. Plataformas digitais permitem acompanhar, em tempo real, informações como desempenho das motos, contratos e manutenção.

“Além de gerar renda, é um modelo que traz mais visibilidade e controle para o investidor. Ele consegue acompanhar tudo de forma estruturada”, afirma Carneiro.

Para a empresa, o crescimento da locação de motocicletas reflete uma mudança no comportamento do investidor brasileiro, que passa a priorizar ativos com geração de renda e maior liquidez.

“A gente está vendo uma transição. O foco deixa de ser apenas acumular patrimônio e passa a ser gerar renda com ativos mais acessíveis e líquidos”, conclui o fundador.

Sobre a empresa

A Byker é uma startup brasileira que atua na locação de motocicletas por meio de franquias digitais. Com operação inicial no Rio de Janeiro, a empresa aposta em um modelo enxuto, sem ponto físico, e com gestão centralizada por tecnologia.

A plataforma conecta franqueados, locatários e frota em um único sistema, com recursos de rastreamento, manutenção e acompanhamento financeiro. O investimento inicial parte de cerca de R$ 68 mil, com possibilidade de expansão gradual da operação.

Locação de motos avança como alternativa de renda e cresce com a economia de aplicativos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress
Receba as últimas notícias

Assine a nossa news gratuitamente.
Mantenha-se atualizado com
as notícias mais relevantes diretamente em seu e-mail.