Biometria facial pode reforçar segurança para as locadoras
Biometria facial pode reforçar segurança nas operações de locadoras
Tecnologia amplia as etapas de validação de identidade e pode dificultar fraudes na compra, venda e movimentação de veículos
As locadoras lidam diariamente com documentos, dados cadastrais e veículos em diferentes etapas da operação. Por isso, mecanismos de validação de identidade podem ajudar a reduzir riscos de fraude.
As tentativas de fraude em cadastros e validações de identidade cresceram 36,6% no primeiro trimestre de 2026. Foram quase 1,5 milhão de ocorrências no período, segundo levantamento da Serasa Experian.
No mercado automotivo, outro dado chama atenção. Segundo informações da Senatran, a clonagem de veículos cresceu 37% em 2025.
Nesse cenário, a biometria facial aparece como uma ferramenta adicional para confirmar a identidade de pessoas envolvidas nas operações. A tecnologia pode ser combinada com análise documental e dados do veículo.
Validação pode ir além dos documentos
Para as locadoras, a identificação correta das pessoas envolvidas em cada operação pode ter impacto em diferentes etapas. Entre elas estão cadastro, retirada e devolução de veículos, além de processos de compra e venda.
“A biometria facial acrescenta uma camada de validação ao processo. Ela permite verificar se a pessoa que está realizando uma operação corresponde à identidade apresentada”, afirma Sergio Sousa, diretor de Tecnologia da Infocar.
A tecnologia também pode dificultar situações em que documentos legítimos são utilizados por terceiros. Nesses casos, a conferência documental isolada não necessariamente identifica quem está efetivamente realizando a operação.
“A análise documental continua sendo importante, mas pode ser complementada por mecanismos que confirmem a identidade da pessoa. Quanto mais consistentes forem essas etapas, maior é a capacidade de identificar uma inconsistência antes da conclusão da operação”, diz Sousa.
A combinação entre diferentes fontes de informação também pode ser aplicada à análise dos veículos. Dados cadastrais, informações documentais e características relacionadas ao automóvel podem compor uma avaliação mais ampla.
Fraudes podem gerar prejuízos
Os impactos de uma fraude não ficam restritos ao valor financeiro da operação. Para uma locadora, um problema envolvendo identidade ou documentação também pode gerar custos operacionais e necessidade de investigação.
Há ainda possíveis reflexos sobre a relação com clientes e parceiros. Uma ocorrência pode exigir correções cadastrais, contestação de transações e regularização da situação do veículo.
“Uma estratégia de segurança precisa considerar o conjunto da operação. A identificação do cliente, a documentação e as informações do veículo são elementos que podem trabalhar de forma integrada”, explica o diretor.
A biometria facial, portanto, não substitui outras formas de conferência. A proposta é acrescentar uma etapa ao processo de validação.
“O objetivo é prevenir a fraude, criando mais pontos de verificação. A tecnologia deve estar integrada aos demais procedimentos de segurança adotados pela empresa”, afirma Sousa.
Para as empresas que trabalham com veículos, a adoção de diferentes mecanismos de validação acompanha o aumento das tentativas de fraude. No caso das locadoras, a tecnologia pode ser considerada dentro de uma estratégia mais ampla de segurança operacional.
A Infocar atua desde 2001 com soluções de dados e tecnologia para avaliação veicular. A empresa atende segmentos como seguradoras, revendas, concessionárias, bancos, financeiras, montadoras e locadoras.
