Vamos cresce na locação, mas lucro recua em 2025

Vamos cresce na locação, mas lucro recua em 2025, com avanço operacional e impacto de juros e depreciação

A Vamos encerrou 2025 com avanço consistente em sua operação de locação e aumento relevante na receita, mas com queda expressiva no lucro líquido, pressionado principalmente por despesas financeiras e pelo aumento da depreciação.

No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 77,7 milhões, recuo de 52,6% na comparação anual. No acumulado do ano, o resultado somou R$ 328,7 milhões, queda de 54,7% frente a 2024 . O desempenho reflete, sobretudo, o impacto do cenário de juros elevados sobre uma operação intensiva em capital.

Receita avança com locação e venda de ativos

Apesar da retração no lucro, a companhia manteve ritmo de crescimento na receita. A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,48 bilhão no quarto trimestre, alta de 24,3%. No acumulado de 2025, o total chegou a R$ 5,75 bilhões, crescimento de 22,5% .

A locação de ativos permaneceu como principal motor do negócio, com alta de 11,4% no trimestre e de 11,6% no ano. Ao mesmo tempo, a venda de seminovos ganhou participação relevante na composição da receita. Esse segmento avançou 98,4% no quarto trimestre e 84,7% em 2025, em linha com o aumento da demanda por veículos usados no mercado . O movimento ocorre em um contexto de retração nas vendas de veículos pesados novos e maior busca por ativos usados, impulsionada por preço e restrições de crédito.

Eficiência operacional sustenta margens

Os dados operacionais mostram ganho de eficiência na locação ao longo do ano. A taxa de ocupação da frota chegou a 87% no quarto trimestre, o maior nível desde 2020, enquanto a companhia ampliou a receita sem crescimento proporcional da base de ativos .

Esse avanço contribuiu para o crescimento do EBITDA, que somou R$ 956,9 milhões no trimestre, alta de 13,2%. No acumulado do ano, o indicador alcançou R$ 3,64 bilhões, crescimento de 10,1% . No segmento de serviços, a margem EBITDA atingiu 90% no quarto trimestre, refletindo maior utilização da frota, redução da inadimplência e ganhos de produtividade.

Inadimplência recua e risco diminui

A qualidade da carteira também apresentou melhora. A inadimplência caiu para 0,8% da receita líquida de serviços de locação, com recuperação de créditos e menor volume de atrasos .

A companhia adotou postura mais seletiva na concessão de crédito e reduziu a exposição a setores mais voláteis, o que contribuiu para a queda na retomada de ativos e maior previsibilidade operacional.

O principal fator de pressão sobre o lucro foi o aumento das despesas financeiras. O resultado financeiro negativo somou R$ 591,6 milhões no quarto trimestre, alta de 33,1%. No acumulado do ano, chegou a R$ 2,17 bilhões . Além disso, a depreciação e amortização cresceram 38,3% em 2025, acompanhando a expansão da base de ativos da companhia. Esses dois fatores reduziram o resultado final, apesar do avanço operacional.

Ao longo do ano, a empresa reduziu o ritmo de investimentos e adotou uma estratégia mais seletiva. O capex implantado caiu 10,5% no quarto trimestre e 16,1% em 2025 .

A prioridade passou a ser o aumento da ocupação da frota existente e a contratação de projetos com maior retorno. Nesse contexto, produtos como locação de ativos usados e extensão de contratos ganharam espaço, representando cerca de 31% do capex contratado no ano.

Guidance aponta continuidade do crescimento

Para 2026, a Vamos projeta continuidade do crescimento, com receita líquida estimada entre R$ 6,3 bilhões e R$ 6,9 bilhões e EBITDA entre R$ 3,75 bilhões e R$ 4 bilhões .

A companhia também prevê aumento da taxa de ocupação da frota e redução da alavancagem, indicando foco na geração de caixa e na eficiência operacional.

Relatório completo pode ser visto clicando neste link

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