Mobilidade corporativa entra na agenda ESG
Mobilidade corporativa entra na agenda ESG e a gestão dos deslocamentos de colaboradores ganha importância para reduzir emissões, fortalecer a governança e ampliar o uso de indicadores de sustentabilidade
A mobilidade corporativa passou a integrar as estratégias de ESG de um número crescente de empresas. Além de metas relacionadas ao consumo de energia e à redução de resíduos, organizações de diferentes setores passaram a acompanhar os impactos gerados pelos deslocamentos de colaboradores e pelas viagens a trabalho como parte de seus compromissos de sustentabilidade.
O movimento acompanha a ampliação do monitoramento das chamadas emissões indiretas, que incluem os trajetos realizados pelos trabalhadores e as viagens corporativas. Com isso, a gestão da mobilidade ganha espaço como ferramenta para reduzir impactos ambientais. Além de melhorar a segurança dos colaboradores e gerar informações para apoiar a tomada de decisões.
Segundo o levantamento Arval Mobility Observatory 2024, realizado em parceria com a Ipsos, 65% das empresas já oferecem algum tipo de solução de mobilidade aos colaboradores. O estudo também aponta que quase oito em cada dez trabalhadores utilizam esses benefícios, reforçando que a mobilidade corporativa deixou de ser apenas um diferencial e passou a integrar a estratégia das organizações.
Tecnologia amplia controle sobre os deslocamentos
A digitalização da mobilidade corporativa também amplia a capacidade das empresas de acompanhar indicadores operacionais. Dados como emissões evitadas, ocupação dos veículos, quilômetros percorridos, eficiência das rotas e utilização da frota passaram a integrar relatórios de sustentabilidade e programas de governança.
Para a diretora-executiva da Autonomoz, Ariane Monaro, o amadurecimento das políticas de ESG levou as empresas a ampliar o olhar sobre os deslocamentos corporativos. “A discussão sobre ESG evoluiu. Hoje as empresas não analisam apenas consumo de energia ou geração de resíduos. Os deslocamentos corporativos também entram nessa conta, porque influenciam diretamente as emissões, a segurança, o bem-estar dos colaboradores e a eficiência operacional”, afirma.
Além dos aspectos ambientais, a digitalização favorece a rastreabilidade das operações, a padronização de processos e a geração de informações para auditorias e programas de compliance. Fatores esses cada vez mais considerados por empresas que prestam contas a investidores, clientes e órgãos reguladores.
Mercado amplia oferta de soluções
O avanço da agenda ESG também impulsiona a adoção de plataformas voltadas à gestão da mobilidade corporativa. Essas soluções permitem consolidar informações sobre as operações em tempo real, oferecendo indicadores que auxiliam na avaliação dos impactos ambientais e sociais dos deslocamentos.
A Autonomoz informa que já intermediou mais de 1 milhão de viagens desde o início de suas operações. Atendeu empresas de segmentos como indústria, agronegócio, mineração, energia, logística e ferrovias. Atualmente, a plataforma está presente em mais de 175 cidades brasileiras e registra uma média superior a 20 mil viagens por mês.
Segundo Ariane Monaro, a tecnologia transforma a mobilidade em uma fonte de dados para a gestão empresarial. “Quando os indicadores da mobilidade passam a ser acompanhados, as empresas conseguem estabelecer metas, monitorar resultados e demonstrar avanços dentro de seus compromissos ESG. A mobilidade deixa de ser apenas um custo operacional e passa a apoiar decisões relacionadas à sustentabilidade e à competitividade”, conclui.
