Mobilidade mais complexa desafia empresas

Mobilidade mais complexa desafia empresas. Pesquisa da Pluxee mostra que 56% das empresas enfrentam maior complexidade na gestão da mobilidade dos colaboradores

A gestão da mobilidade dos colaboradores ficou mais complexa para 56% das empresas. O dado faz parte de uma pesquisa da Pluxee com mais de 630 companhias. O levantamento aponta dificuldades na administração do vale-transporte e na integração de diferentes meios de deslocamento.

Cerca de metade das empresas ainda realiza manualmente os cálculos e a roteirização do vale-transporte. Além disso, quase uma em cada três utiliza de dois a cinco sistemas para administrar o benefício.

A diversidade dos deslocamentos também amplia esse desafio. Apenas 7% das empresas pesquisadas utilizam soluções que integram diferentes modais. Mais da metade ainda trabalha exclusivamente com o transporte público tradicional.

Gestão da mobilidade exige mais integração

Os dados mostram uma mudança no perfil dos deslocamentos até o trabalho. Levantamento da Ipsos-Ipec realizado em 2025, com 3.500 pessoas em dez capitais brasileiras, ajuda a dimensionar essa diversidade.

Ônibus e sistemas BRT são o principal meio utilizado por 35% dos entrevistados. O carro particular aparece em seguida, com 18%. Depois estão transporte por aplicativo, com 9%, metrô, com 8%, e deslocamentos a pé, também com 8%.

“Uma mesma empresa reúne pessoas que chegam ao trabalho de formas muito diferentes. Para o RH, o desafio é acompanhar essa realidade sem aumentar o peso da operação”, afirma Rodrigo Belline, gerente de Mobilidade da Pluxee. Segundo ele, a gestão exige informações sobre os deslocamentos e as necessidades dos colaboradores. A proposta é administrar diferentes situações de forma mais integrada.

A operação do vale-transporte também envolve tarifas, operadoras, mudanças de percurso e definição dos trajetos. A roteirização identifica alternativas de transporte público entre a residência e o local de trabalho. O processo considera linhas, tarifas e integrações.

Além disso, apenas 24% das empresas participantes possuem dashboards centralizados para acompanhar indicadores de mobilidade. Entre os desafios citados estão a operação dos benefícios, o controle de custos e a atualização dos trajetos.

Deslocamento influencia retenção

A mobilidade também aparece relacionada à gestão de pessoas. Para 64% das empresas pesquisadas, o deslocamento entre casa e trabalho influencia muito ou parcialmente a atração e a retenção de colaboradores. Em outro levantamento da Pluxee, 72% dos trabalhadores disseram que gostariam de contar com um modelo de mobilidade mais flexível.

Os resultados mostram uma demanda por alternativas mais adaptadas às diferentes rotinas. Ao mesmo tempo, as empresas precisam administrar custos, trajetos, benefícios e diferentes formas de deslocamento. “Não existe mais uma única forma de chegar ao trabalho. Para o RH, acompanhar essa transformação começa por conhecer como seus colaboradores se deslocam e quais necessidades existem dentro da empresa”, afirma Belline.

Segundo o executivo, essa compreensão pode ajudar as empresas a estruturar estratégias de mobilidade alinhadas às necessidades da operação e dos colaboradores.

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