Importação de carros usados pode ser facilitada, mas projeto sofre críticas
Atualmente, em regra válida desde maio de 1991, apenas utilitários com mais de 30 anos podem ser importados.
Projeto de Marcel Van Hattem (Novo-RS) sofre críticas por colocar
em dúvida regras sobre poluição e segurança
O parlamentar argumenta que a mudança permitiria o acesso a carros mais baratos e seguros. No entanto, a iniciativa sofre resistência do setor automotivo.
O diretor da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), Henry Joseph, disse, na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realizada nesta semana, que as montadoras precisam atender mais de 50 requisitos técnicos para produzir no Brasil. Neste sentido, a permissão para importar carros usados poderia não atender a requisitos de segurança necessários.
Para Daniel Tavares, coordenador de Segurança no Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a liberação da importação de usados pode trazer mais inseguranças aos veículos.
“O Brasil possui uma frota com idade bastante avançada. Existem diversos projetos que buscam melhorar a idade média da frota. E, obviamente, as condições de segurança desses com itens mais novos. A importação de veículos usados acaba por não estar alinhada com essa condição de aprimoramento da segurança dos veículos que circulam no Brasil”, afirmou à Agência Brasil.
Outra questão discutida foi a ambiental.
Para Carolina Mariani, diretora do Ibama, é preciso ficar atento à reposição de peças. Como o Brasil é signatário de tratados internacionais de proteção ao meio ambiente, algumas peças importadas poderiam utilizar substâncias proibidas no Brasil. Por exemplo, como o amianto.
“Tem que ser feita uma verificação bastante cautelosa. Até porque o Brasil é signatário de outros compromissos internacionais. E pode ser que alguns desses componentes não estejam em harmonia coma nossa atual situação de importação de substâncias”, observou.
Para o diretor de Economia do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), George Rugitsky, a liberação de importação vai fragilizar a cadeia produtiva do setor. Terá diminuição do número de empregos, uma vez que não favorece a renovação da frota de veículos.
O Sindipeças é contra a importação de veículos usados, não porque somos protecionistas. Entendemos que o crescimento da indústria nacional de autopeças passa pela internacionalização do setor. Somos favoráveis a acordos de livre comércio horizontais, validos para todos os setores. Que sejam graduais e que permitam as empresas locais se adaptarem a essa nova realidade e sem surpresas”, disse.
Porém, na avaliação do exportador de carros antigos Rafael Zanetti, a liberação da importação vai amplificar o segmento de carros importados no país. Consequentemente, gerar uma nova cadeia produtiva. Ele acredita que o PL pode incentivar a geração de novos empregos para mecânicos, pintores, vidraceiros, entre outros.
“Falta mão de obra mas, na medida em que o mercado for aberto, muita gente vai entrar nesse mercado”, defendeu.
Fonte: istoedinheiro.com.br
Sou a favor da importação de carros usados, certamente ela inibirá a exploração do Consumidor por parte do monopólio Brasileiro de Automotivos, por fim o mercado se regularizará, empresas especializadas na importação de peças para suprir a demanda dos usados importados surgirá, oficinas especializadas se estabelecerão, além disso isso obrigará a indústria automobilística local a concorrer para ganhar o Consumidor Brasileiro.