A vez dos minicarros

Modelos elétricos ultracompactos são a bola da vez da indústria automotiva, que busca saídas para a crise do setor e soluções para reduzir o impacto ambiental do transporte

Carros ultracompactos, elétricos, que mais parecem quadriciclos e têm lugares para duas pessoas podem ser o futuro

“O sucesso vai depender mais da conectividade e dos serviços do que do próprio veículo” Paulo Cardamone, consultor da Bright (Crédito:Divulgação)

da mobilidade urbana. Não são veículos para amantes da velocidade, mas para quem quer um meio de locomoção simples e ágil para fazer pequenos deslocamentos com baixo impacto ambiental. Montadoras tradicionais e startups estão nesse momento numa corrida para ver quem lança o modelo com melhor custo benefício, que chegue ao mercado por um preço acessível e atraente. A última novidade é o Microlino, produzido pela montadora suíça Micro Mobility Systems e inspirado num velho conhecido das ruas brasileiras, o Romi-Isetta. Na China, o minicarro de maior sucesso é o Hong Guang Mini EV, da montadora Wullling, produzido em associação com a GM e com vendas superiores às dos modelos elétricos da Tesla. Em janeiro deste ano o Hong Guang, com 3 metros de comprimento e velocidade máxima de 100 Km/h, teve 36 mil unidades vendidas, enquanto o Tesla Model 3 vendeu 13 mil unidades. A diferença de preço explica a opção de consumo. Enquanto o sedã esportivo da Tesla custa R$ 216 mil, o Mini EV sai por R$ 25 mil.

Todas as grandes montadoras já se posicionam no segmento. A Toyota apresentou o Ultra-compact BEV, modelo elétrico que começou a ser vendido no Japão no ano passado. As marcas francesas Renault e Citröen também estão com seus ultracompactos na praça. A Citroën lançou o Ami, que, na França, pode ser dirigido por qualquer pessoa, mesmo sem carteira de motorista. Como seus congêneres, ele tem dois lugares e apenas 2,4 metros de comprimento. Tem autonomia para rodar até 70 km e alcança velocidade máxima de 45 km/h.

Projeto brasileiro

A Renault, uma das pioneiras nesse mercado, conta com o quadriciclo Twizy, que pode ser visto circulando em várias cidades brasileiras. Há, inclusive, um mini-carro brasileiro, o Gaia City, cuja pré-venda começou em 2019. O modelo conta tem autonomia de 120 Km e alcança 90 km/h. Junto com os carrinhos aparecem também novos modelos de negócios, como vendas por assinatura e aluguel por hora. “Há muitos novos atores nesse mercado, mas o sucesso dos projetos dependerá muito mais da conectividade e do serviço comercial do que do próprio veículo”, diz o consultor Paulo Cardamone, CSO da Bright Consulting. “O carro elétrico ainda é caro e será por um bom tempo, mas em mercados mais desenvolvidos começa a ganhar espaço.”

FONTE: ISTO É
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