Anfavea prevê vendas perto de 120 mil unidades em junho

O mercado nacional parece estar sentindo a recuperação das vendas de veículos no país. A Anfavea já prevê uma alta importante nos emplacamentos em junho.

O mercado nacional parece estar sentindo a recuperação das vendas de veículos no país. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) já prevê uma alta importante nos emplacamentos em junho.

Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade que reúne a maioria das montadoras no Brasil, disse em sua palestra no Seminário AutoData Megatendências do Setor Automotivo – a Revisão das Perspectivas 2020, que o mercado deve vender próximo de 120 mil unidades em junho.

Apesar de a notícia ser boa, Moraes se mostra cauteloso: “Não é hora de soltar rojões ainda. Temos dificuldade em saber o que é venda nova, fechada em junho, e o que é emplacamento de venda realizada no período em que alguns Detran não estavam funcionando. De qualquer forma está impulsionando o acumulado do ano”.

Esse foi o questionamento levantado pelo NA nas parciais de junho, onde os números de emplacamentos apresentam ligeira alta em relação a maio. Nesse caso, a Anfavea mantém os pés no chão, visto que o volume apurado até o momento é o dobro do visto no mês passado.

Como alguns estados importantes em volume ficaram fechados nos últimos três meses e o Contran liberou a circulação de veículos sem licenciamento em período acima do permitido, que é de 30 dias, muitas vendas foram registradas apenas no setor comercial das montadoras e concessionárias.

Sem licenciamento ou emplacamento, Renavam e Fenabrave simplesmente não registraram esses faturamentos e não se sabe exatamente quantos carros de fato rodaram ou ainda rodam sem registro.

Então, com a reabertura de alguns Detrans e o levantamento da quarentena em outras regiões, a tendência é que essa frota “fantasma” finalmente venha ao registro nacional e tome suas placas. Diante disso, o bom resultado de junho pode ser simplesmente falso.

No mês de maio, foram registrados 62,2 mil veículos vendidos, mas na primeira quinzena de junho, foram 51,5 mil. Ainda incógnito, o desempenho do mercado só vai se normalizar quando efetivamente todo o comércio retornar e o limite de 30 dias voltar a ser imposto novamente.

 

FONTE: NOTICIAS AUTOMOTIVAS

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