Aluguel de carros cresceu 13% no país em dois anos

Segundo pesquisa, o faturamento líquido, no ano de 2018, foi de quase R$ 14 bilhões no país, um aumento de 2,8% em relação a 2017

Um mercado em crescimento. Assim pode ser definido o segmento de aluguel de veículos, com números que animam os dirigentes. De acordo com a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), o faturamento líquido, no ano de 2018, foi de quase R$ 14 bilhões no país, um aumento de 2,8% em relação a 2017 e aproximadamente 13% se comparado a 2016.

Esse acréscimo também se reflete em outras áreas que dependem deste mercado. No período entre 2016 e 2018, houve um aumento de 6.040 empregos diretos, passando de 76.598 para 82.638 postos de trabalho. A realidade se justifica pelo também aumento no número de locadoras ativas no Brasil. Eram cerca de 11 mil há três anos, mas que passaram para pouco mais de 13 mil em 2018: elevação de 15%.

Além disso, segundo a entidade, o número de usuários, no país, foi de 43 milhões de pessoas em 2018. A maior parte dos clientes (52%), foram do segmento de Terceirização, seguido pelo Turismo de Lazer (27%) e pelo Turismo de Negócios (21%). Para dar conta dessa demanda, também foi necessário o incremento na frota que, no ano passado, ultrapassou os 825 mil veículos, ainda conforme a Associação. Em 2016, a quantidade de automóveis era de pouco mais de 632 mil.

“Entre as principais vantagens para quem aluga o carro está o fato de que a pessoa física, por exemplo, não paga seguro, manutenção e IPVA [Imposto sobre Veículos Automotores]. Além disso, no caso de quebra, a locadora substitui. O negócio tornou-se mais interessante, com as empresas se consolidando cada vez mais. Também graças à tecnologia, alugar ficou mais fácil e barato”, explicou Marconi Dutra, conselheiro fiscal da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), regional Bahia.

A explicação para todos esses benefícios pontuados pelo dirigente é um contraponto a um levantamento feito por uma startup, este ano, que levou em conta alguns dos custos daqueles que tem um carro próprio. Tomando como base um veículo no valor de R$ 50 mil, entre as despesas do dono estão, além da depreciação (20% do preço total) e o IPVA, o seguro, a manutenção, o jogo de pneus e os juros. O resultado foi um custo mensal de R$ 2.250. “Os carros estão muito caros e, com a crise, as empresas preferiram alugar a ter uma frota própria, ainda mais com preços congelados há três anos”, salientou Dutra.

Bahia

Aqui no estado, segundo o Conselheiro, houve um crescimento de 3% no faturamento entre os anos de 2016 e 2018, com a arrecadação de R$ 680 milhões. A Bahia, hoje, voltou a ocupar 4% do mercado nacional, retomando o espaço. A nível nacional, São Paulo é quem detém a maior fatia desse bolo: cerca de 40% do segmento de aluguel de veículos vem do estado da Região Sudeste.

Atualmente, o número de locadoras existentes na Bahia é de 965 companhias, um acréscimo de 14% em comparação com 2017, conforme o anuário da ABLA. Elas, no geral, possuem cerca de 10 mil veículos a disposição. Mas, por outro lado, o número de empregos diretos caiu, de 6.749 para 6.319. Já Com relação à participação na frota, os Turismos de Lazer e Negócios, juntos, correspondem a 45% do total, contra 55% do segmento de Terceirização.

Cuidados

Segundo Dutra, a preferência número um por parte dos clientes é de veículos 1.0, com ar condicionado, direção hidráulica, vidros e travas. Em média, a diária está na casa dos R$ 100. Contudo, por R$ 120, é possível, em algumas unidades, locar um carro com motor 1.6, mais potente. “O preço da diária vai depender do período em que o usuário for utilizar o veículo. O custo, assim, pode ficar menor”, ressaltou.

Mas, antes de correr atrás da primeira loja e sair dirigindo um automóvel, vale ficar atento a alguns cuidados. De acordo com o Conselheiro Fiscal da ABLA, o primeiro passo deve ser a realização de uma consulta no próprio site da entidade (abla.com.br) ou junto ao Sindicato da Empresas Locadoras de Bens Móveis da Bahia (Sindloc-BA) para saber a reputação das companhias. “Estamos com boas perspectivas até o final deste ano. Devemos ter aumento nos negócios, mas acredito que o faturamento seja semelhante ao do ano passado”, afirmou Dutra.

Também para o usuário, vale ficar atento a algumas destas dicas do site Carro Aluguel:

– Quem pode alugar? Motorista habilitado, em categoria compatível com o veículo que deseja alugar

– Existe cobrança por quilômetros rodados? O mais comum é que a quilometragem já esteja inclusa na franquia, porém, é possível fazer planos especiais e pagar a parte os quilômetros rodados. É importante definir todos esses itens no momento da locação.

– O carro vem com o tanque cheio? Na maioria dos casos, o tanque do veículo vem cheio. Na hora de devolução, devolver o veículo com a mesma quantidade de combustível. Isso porque as locadoras costumam cobrar taxa de serviço, o que acaba encarecendo a locação.

– Quem é o responsável pelas multas de trânsito? No período da locação do veículo, todas as ocorrências são de responsabilidade do locatário, incluindo pagamento de multas de trânsito.

– Se o carro quebrar, quem é o responsável? É normal que as locadoras disponibilizem um telefone para emergências, caso haja algum imprevisto, porém, os custos com a manutenção dependem do pacote de segurança escolhido pelo locatário. Por isso, é sempre importante revisar os serviços inclusos no momento da locação, para evitar surpresas desagradáveis.

 

Fonte: Trbn

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