Economia compartilhada avança na mobilidade corporativa

Economia compartilhada avança na mobilidade corporativa como alternativa para empresas preservarem caixa e manterem previsibilidade logística em cenário de juros elevados.

A economia compartilhada tem ganhado espaço como alternativa para empresas que buscam controlar custos logísticos em um ambiente econômico marcado por juros elevados. Nesse contexto, o uso de frotas compartilhadas aparece como estratégia para preservar capital e manter previsibilidade nas operações.

Com o fechamento do primeiro trimestre, muitas empresas utilizam o período como referência para revisar projeções e ajustar o planejamento até o fim do ano. Além de analisar faturamento e contratos já firmados, a gestão de recursos logísticos passa a influenciar diretamente a eficiência operacional e os resultados financeiros.

Nesse cenário, a mobilidade corporativa estruturada surge como uma alternativa para reduzir a necessidade de investimento em frota própria. Ao adotar modelos de transporte compartilhado, as empresas evitam imobilizar capital em ativos e reduzem despesas relacionadas à manutenção, depreciação de veículos, combustível e gestão de equipes.

Mobilidade como serviço

A adoção de modelos de transporte no formato “as a service” permite maior escalabilidade e previsibilidade de custos ao longo do ano. Diferentemente das frotas próprias, que exigem planejamento rígido e investimentos elevados, serviços especializados permitem ajustes conforme a demanda operacional.

Esse tipo de solução também atende a setores que dependem de deslocamentos frequentes e em horários variados, muitas vezes em regiões afastadas dos centros urbanos. Em locais onde o transporte público ou modelos convencionais não atendem com regularidade, sistemas de mobilidade compartilhada baseados em dados ajudam a organizar o uso de veículos e melhorar a eficiência logística.

Operação planejada

Fundada em 2017, a Autonomoz desenvolveu tecnologia voltada à gestão de mobilidade corporativa em escala nacional. A plataforma digital permite que empresas planejem e operem o deslocamento recorrente de colaboradores entre diferentes unidades de trabalho, com acompanhamento em tempo real.

“Mais do que simplesmente acionar um aplicativo de mobilidade, a Autonomoz estrutura operações de transporte planejadas e recorrentes para empresas, garantindo previsibilidade e aderência às necessidades de deslocamento dos colaboradores”, afirma Ariane Monaro, diretora de operações da empresa.

Segundo a executiva, o modelo busca reduzir problemas comuns em serviços voltados ao público em geral, como atrasos, cancelamentos ou falta de veículos em horários de maior demanda.

“Nem é preciso dizer que a mobilidade, se não estiver bem organizada dentro da empresa que precisa de transporte de pessoal, irá gerar um efeito em cadeia em todos os seus departamentos, atingindo produtividade”, afirma Leandro Farias, CEO da Autonomoz.

Regularidade e pontualidade

De acordo com Ariane Monaro, a proposta da empresa ganhou espaço principalmente em rotas que exigem regularidade e pontualidade. “A proposta da Autonomoz ganhou força nas rotas que exigem regularidade, pontualidade e segurança”, afirma a executiva.

A empresa afirma que atua com uma rede de motoristas parceiros apoiada por tecnologia para atender setores como ferrovia, energia, mineração e agronegócio, atividades que costumam operar em regiões distantes dos grandes centros.

“Nossa plataforma, diferentemente dos app de massa, tem suporte contínuo, 24 horas por dia durante sete dias da semana, e consegue entregar um alto nível de SLA (contrato que define padrões de qualidade, prazos de resposta e resolução de problemas) para o cliente tomador, mesmo em situações extraordinárias”, ressalta Leandro Farias.

Atuação no país

A Autonomoz informa que opera atualmente em mais de 175 cidades brasileiras. A empresa conecta mais de 1.000 motoristas parceiros e conta com cerca de 120 colaboradores internos voltados ao desenvolvimento tecnológico, suporte operacional e atendimento.

O modelo da companhia prioriza viagens recorrentes, trajetos definidos e passageiros identificados, com foco na previsibilidade das operações e na segurança para empresas contratantes.

Economia compartilhada avança na mobilidade corporativa

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