Movida projeta lucro no 2T26 após alta no 1T26
Movida projeta lucro no 2T26 após alta no 1T26, com avanço operacional em RAC, GTF e redução da alavancagem
A Movida encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento nos principais indicadores operacionais e financeiros, ao mesmo tempo em que projetou lucro líquido entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões para o segundo trimestre. A estimativa foi divulgada em fato relevante ao mercado e indica continuidade da melhora observada no início do ano.
Resultado do 1T26
No 1T26, a companhia registrou lucro líquido de R$ 125 milhões, alta de 59% em relação ao mesmo período de 2025 e o maior resultado trimestral dos últimos quatro anos.
A receita líquida consolidada somou R$ 3,78 bilhões, enquanto o EBITDA atingiu R$ 1,56 bilhão. Além disso, o crescimento operacional superou a expansão da frota, o que indica ganho de eficiência. A frota total chegou a 267 mil veículos ao final do trimestre.
O segmento de aluguel de curto prazo (RAC) apresentou avanço nos principais indicadores. O volume de diárias cresceu 18%, enquanto a tarifa média subiu 7%, alcançando R$ 168. Ao mesmo tempo, a taxa de ocupação aumentou 5,6 pontos percentuais, chegando a cerca de 77%.
Esse movimento indica recomposição de preços combinada com maior utilização da frota, o que contribui diretamente para a rentabilidade das operações.
GTF amplia previsibilidade
Na gestão e terceirização de frotas (GTF), o destaque foi a expansão dos contratos de longo prazo. O backlog de receita atingiu R$ 8,4 bilhões, alta de 25% na comparação anual.
Além disso, houve avanço no “yield” dos novos contratos, reforçando a previsibilidade de receitas e a geração de caixa futura.
Seminovos mantêm estabilidade
A operação de seminovos seguiu com margem EBITDA de 1,1%, mantendo estabilidade ao longo dos últimos trimestres. O volume de vendas e o controle do ciclo de ativos contribuíram para manter a idade média da frota em níveis considerados adequados, além de preservar a previsibilidade do valor residual dos veículos.
Outro ponto relevante foi a redução da alavancagem financeira. A relação dívida líquida sobre EBITDA caiu para 2,5 vezes, o menor nível dos últimos cinco anos. A empresa também alongou o perfil da dívida e manteve acesso a diferentes fontes de financiamento, o que reforça a estrutura de capital.
Guidance para o 2t26
Para o segundo trimestre de 2026, a Movida projeta lucro líquido entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões.
Considerando o acumulado do primeiro semestre, a companhia estima que o lucro pode chegar a R$ 245 milhões, o equivalente a cerca de 77% do resultado total registrado em 2025. A projeção leva em conta a continuidade da recomposição de preços, o avanço da eficiência operacional e a disciplina na gestão de custos.
Os dados indicam um cenário de recuperação operacional no setor, com destaque para três fatores:
- maior capacidade de recomposição de tarifas no RAC
- crescimento de contratos de longo prazo no GTF
- controle mais rígido de custos e alavancagem
A combinação entre aumento de receita por carro e estabilidade nos seminovos também sugere maior previsibilidade para o ciclo da frota.
Nesse contexto, os resultados da Movida sinalizam uma melhora gradual do ambiente para locadoras ao longo de 2026, especialmente para operações que priorizam rentabilidade e eficiência.
Movida projeta lucro no 2T26 após alta no 1T26, com avanço operacional em RAC, GTF e redução da alavancagem
