Investimento em eletropostos ganha força com avanço dos veículos elétricos
Investimento em eletropostos ganha força com avanço dos veículos elétricos
Crescimento da frota eletrificada amplia demanda por infraestrutura de recarga e abre espaço para novos negócios no Brasil
O avanço da mobilidade elétrica no Brasil começa a criar oportunidades além da venda de veículos. Com o crescimento acelerado da frota de modelos eletrificados e a expansão ainda limitada da rede de recarga, empresas do setor passam a direcionar esforços para um mercado que tende a ganhar relevância nos próximos anos: a implantação de eletropostos.
Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o país comercializou 223.912 veículos eletrificados leves em 2025, alta de 26% sobre 2024 e um novo recorde histórico. Em contrapartida, o Brasil possui cerca de 17 mil eletropostos públicos e semipúblicos, dos quais apenas 30% oferecem recarga rápida.
O cenário reforça um dos desafios apontados durante a EXPO ABLA 2026. À medida que locadoras ampliam a participação de veículos eletrificados em suas frotas, cresce também a necessidade de expandir a infraestrutura de recarga para acompanhar essa transformação do mercado.
Infraestrutura ainda não acompanha a demanda
Embora a rede brasileira de eletropostos tenha avançado nos últimos anos, sua distribuição permanece concentrada principalmente na Região Sudeste. Entre agosto de 2024 e setembro de 2025, o número de pontos de recarga rápida cresceu 59%, mas especialistas avaliam que ainda existe demanda reprimida em diversas regiões do país.
Esse descompasso entre o crescimento da frota e a oferta de infraestrutura cria oportunidades para investidores interessados em operar estações de recarga, especialmente em áreas com baixa cobertura.
De olho nesse mercado, a Fotus lançou uma solução voltada para investidores que desejam implantar eletropostos. A proposta reúne análise de viabilidade econômica, consultoria técnica, apoio ao desenvolvimento do projeto, fornecimento de equipamentos e suporte operacional.
Modelo busca reduzir riscos do investimento
Segundo a empresa, o projeto começa com uma análise de rentabilidade, que estima indicadores como volume esperado de carregamentos, ticket médio e prazo de retorno do investimento. A partir desse diagnóstico, especialistas orientam o dimensionamento da estação, a escolha da potência dos carregadores e os requisitos de infraestrutura.
A distribuidora também destaca sua experiência no mercado de energia solar, onde atua há mais de 40 anos na importação e distribuição de equipamentos, com presença em todos os estados brasileiros.
No centro da solução está o carregador rápido Fast Charger DC, da Beny, disponível em versões de 40 kW, 60 kW, 80 kW e 120 kW. O equipamento utiliza o padrão CCS2, compatível com a maior parte dos veículos elétricos comercializados no Brasil, permite o carregamento simultâneo de dois automóveis e oferece monitoramento remoto.
Energia solar amplia potencial dos eletropostos
Outro fator que impulsiona esse mercado é a integração entre geração fotovoltaica e mobilidade elétrica. Empresas que já utilizam energia solar podem aproveitar parte da eletricidade produzida para abastecer veículos elétricos, reduzindo custos operacionais e agregando novos serviços aos clientes ou às próprias frotas.
Na avaliação da Fotus, essa convergência tende a ampliar o interesse por projetos de recarga, tanto em empresas quanto em empreendimentos comerciais.
“O mercado de eletropostos no Brasil ainda está em fase de formação, e é exatamente nesse momento que as melhores oportunidades de posicionamento surgem. A Fotus tem a estrutura, o produto e o conhecimento para guiar o investidor do início ao fim”, afirma Bruna Pilon, head comercial da empresa.
