Geração Z quase dobra presença em frotas e logística em dois anos

Geração Z quase dobra presença em frotas e logística, passando de 10,5% para 19,5% em dois anos, segundo a 5ª edição do Guia sobre Tendências de Gestão de Frotas e Logística, conduzida pela Platform Science.

O movimento reflete a entrada de novos profissionais no mercado combinada à digitalização das operações logísticas. No mesmo período, os millennials consolidaram-se como maioria e já representam 52,8% da força de trabalho no setor.

Geração Z quase dobra: o que explica o avanço

A digitalização das operações ampliou a demanda por mão de obra com maior domínio tecnológico. Atualmente, 83,6% dos profissionais do setor possuem ensino superior ou pós-graduação, segundo o estudo.

“Com a substituição de processos manuais por plataformas digitais, o setor passou a exigir competências tecnológicas que se alinham naturalmente ao perfil da Geração Z. São profissionais com maior facilidade em análise de dados, uso de sistemas e automação”, afirma Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science.

Tecnologia consolidada, mas adoção de IA ainda é desigual

Apesar da mudança no perfil da força de trabalho, a adoção de tecnologias mais avançadas ainda ocorre de forma desigual. Apenas 13,5% das empresas utilizam inteligência artificial de forma integrada às operações. Em contrapartida, ferramentas já consolidadas têm alta presença: 94% utilizam GPS, 85% telemetria e 73,2% videomonitoramento. Além disso, sensores com recursos de IA para detecção de fadiga estão presentes em 70% das companhias.

Dados e business intelligence ganham espaço

O uso de dados também avança na gestão das operações. Segundo a pesquisa, 72,6% das empresas já utilizam ferramentas de Business Intelligence, reforçando uma abordagem mais analítica e orientada por indicadores.

“A nova geração valoriza ambientes que combinam tecnologia, segurança e propósito. A logística moderna, ao reduzir acidentes e aumentar a eficiência da cadeia, passa a atender essa expectativa”, detalha Neri.

A segurança aparece como pilar central para 76,1% das empresas, enquanto 77,2% destacam a importância da produtividade operacional.

Convivência entre gerações ainda é barreira

A transição, no entanto, traz desafios. A convivência entre diferentes gerações impacta o ritmo de adoção tecnológica. De acordo com o estudo, 41% das empresas apontam esse fator como principal barreira, enquanto apenas 27% possuem integração total de dados.

“Competências tradicionais, focadas apenas na operação, já não são suficientes. O setor exige hoje visão analítica, capacidade de liderança e desenvolvimento contínuo de equipes, além de agilidade na tomada de decisão”, finaliza Neri.

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