Mobilidade corporativa fortalece estratégias ESG
Mobilidade corporativa fortalece estratégias ESG das empresas e ganha relevância na redução de emissões, na eficiência operacional e na geração de indicadores para sustentabilidade e governança
A mobilidade corporativa deixou de ser apenas um serviço de apoio às empresas para assumir um papel estratégico nas políticas de ESG. Pressionadas por metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e por compromissos de responsabilidade social e governança, organizações de diversos setores passaram a monitorar com mais atenção os deslocamentos de colaboradores e as viagens a trabalho.
Além de contribuir para reduzir a pegada de carbono, uma gestão estruturada da mobilidade permite ampliar o controle operacional, fortalecer programas de compliance e gerar informações que apoiam a tomada de decisões.
Segundo a diretora-executiva da Autonomoz, Ariane Monaro, a evolução das estratégias de sustentabilidade fez com que as empresas passassem a considerar também as emissões indiretas geradas pelos deslocamentos corporativos. “Hoje não basta medir apenas o consumo de energia ou a geração de resíduos. As empresas também começam a avaliar o impacto associado aos deslocamentos corporativos realizados por seus colaboradores, porque essa é uma variável que influencia diretamente as emissões, a segurança, o bem-estar e a eficiência operacional”, afirma.
Mobilidade deixa de ser benefício e passa a integrar a estratégia
O movimento já aparece nas pesquisas de mercado. Levantamento do Arval Mobility Observatory 2024, realizado em parceria com a Ipsos, mostra que 65% das empresas oferecem algum tipo de solução de mobilidade aos colaboradores, índice superior ao registrado em 2022.
O estudo também revela que quase oito em cada dez trabalhadores utilizam esses benefícios. Reforçando que a mobilidade corporativa passou a integrar a estratégia das organizações, deixando de ser apenas um diferencial.
Além da redução das emissões, a gestão dos deslocamentos permite maior visibilidade sobre riscos operacionais, melhora o planejamento logístico. E gera dados que podem ser utilizados em relatórios de sustentabilidade.
Outro aspecto apontado pelas empresas é o fortalecimento da governança. A digitalização das operações aumenta a rastreabilidade dos deslocamentos, padroniza processos e facilita auditorias, fatores considerados importantes para programas de compliance. E para a prestação de contas a investidores, clientes e órgãos reguladores.
Tecnologia transforma viagens em indicadores ESG
O avanço das plataformas digitais ampliou a capacidade das empresas de acompanhar indicadores relacionados à mobilidade corporativa. Entre eles estão emissões evitadas, quilômetros percorridos, ocupação dos veículos, eficiência das rotas e índice de utilização da frota.
Esses dados passaram a integrar relatórios ESG e oferecem informações para definição de metas e avaliação de resultados.
Segundo Ariane Monaro, a mobilidade corporativa passa a fornecer informações estratégicas para as empresas. “Quando os indicadores da mobilidade passam a ser acompanhados, as empresas conseguem estabelecer metas, acompanhar indicadores e demonstrar resultados concretos dentro de seus compromissos ESG”, destaca.
A executiva acrescenta que o uso de dados permite identificar oportunidades para reduzir emissões, otimizar rotas. E também aumentar a ocupação dos veículos e melhorar a experiência dos colaboradores.
Plataforma reúne mais de um milhão de viagens
A Autonomoz informa que sua plataforma consolida em tempo real os dados das operações de mobilidade corporativa realizadas por empresas de setores como indústria, agronegócio, mineração, energia, logística e ferrovias.
Desde 2017, a empresa contabiliza mais de um milhão de viagens em 175 cidades brasileiras. Atualmente, realiza mais de 20 mil viagens por mês, que somam cerca de 2,2 milhões de quilômetros mensais.
A companhia afirma que atua inclusive em regiões remotas, onde o transporte convencional apresenta limitações. Conecta empresas a aproximadamente 900 motoristas parceiros por meio de rotas planejadas e recorrentes.
Para a empresa, o acompanhamento desses indicadores reforça o papel da mobilidade corporativa como ferramenta para apoiar metas de sustentabilidade, eficiência operacional e competitividade.
