Terceirização de frotas pode liderar receitas da Movida

Uma das maiores companhias de locação de veículos do Brasil, a Movida (MOVI3) tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 31,50

 

O Safra apresentou o novo preço-alvo para final de 2022 de R$ 31,50 para a Movida (MOVI3) e reiterou a classificação de compra.

“Revisamos nossas estimativas considerando os resultados da empresa no último trimestre, premissas macroeconômicas atualizadas, e a incorporação de CS Brasil”, avalia o banco em relatório.

Além disso, o aumento verificado nos preços dos veículos e nas taxas de juros do país deve continuar obrigando as empresas a aumentar as tarifas visando manter retornos saudáveis, ao mesmo tempo que deve reduzir a velocidade de crescimento do setor daqui para frente.

A Movida (MOVI3) está sendo negociada atualmente a 6,9x P/L 2022, com 73% de desconto ante média histórica de 5 anos da empresa, 70% de desconto para Localiza e 43% de desconto para Unidas. A Movida (MOVI3) é uma das maiores locadoras de veículos do Brasil com uma frota de cerca de 168 mil veículos, atualmente a segunda maior operadora no segmento aluguel de carros (RAC) com cerca de 80 mil veículos.

A empresa passou por um turnaround nos últimos trimestres, buscando melhorar a eficiência operacional, potencializando os resultados e a rentabilidade da divisão de renovação de frota no segmento de seminovos.

Mais recentemente, a Movida (MOVI3) adquiriu a CS Brasil.

A maior operadora de frotas do país para o setor público, aumentando fortemente seu posicionamento no negócio de terceirização de frotas. Tem potencial de crescimento significativo devido à sua penetração reduzida no Brasil, onde apenas em torno de 10% da frota corporativa total é terceirizada.

O negócio de terceirização de frotas representava cerca de 10% da receita da Movida em 2016, contra 32% do segmento de RAC. Com a aquisição de CS Brasil em 2021, o Safra espera que o negócio de aluguel de frotas quase iguale sua participação nas receitas com o negócio RAC em 2028.

Potencialmente, pode se tornar o negócio mais relevante da Movida em termos de geração de receita, devido ao seu potencial de crescimento no futuro. Especialmente considerando uma desaceleração potencial no ritmo de crescimento da demanda de RAC, seguindo o aumento anual significativo que vemos para as tarifas médias diárias em 2022, de cerca de 22%.

No geral, o banco enxerga os ganhos da Movida com alta anual de cerca de 29% em 2022 e um CAGR de 11,6% até 2024.

As ações da Movida (MOVI3) devem se beneficiar de:

•Melhoria dos resultados da divisão RAC com o forte crescimento esperado para suas tarifas e a contínua recuperação da demanda das lojas dos aeroportos em meio à total flexibilização das restrições para combater a pandemia; e

•Crescimento do segmento de gestão e terceirização de frotas, dado o aumento significativo da demanda dos usuários varejistas pela adoção do produto de assinatura de veículos, que continua sendo impulsionado pela mudança de mentalidade cultural em relação à percepção de propriedade de veículos, bem como pela recuperação da demanda de aplicativos de mobilidade urbana, como o Uber, que costumava responder por 15% da frota total de RAC antes da pandemia, e agora representa 5% do total.

Essas melhorias esperadas se somarão à robusta carteira de novos contratos assinados pela empresa no passado recente, após a escassez de oferta de veículos no país.

A Movida é uma das maiores locadoras de veículos do Brasil com uma frota de cerca de 168 mil veículos, atualmente a segunda maior operadora no segmento aluguel de carros (RAC) com cerca de 80 mil veículos

Terceirização de frotas

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