Motos elétricas da VAMMO evitam 20 mil toneladas de CO2

Motos elétricas da VAMMO evitam 20 mil toneladas de CO2.  Com mais de 269 milhões de quilômetros percorridos, operação da empresa mostra o impacto da eletrificação e da troca rápida de baterias na Semana da Mobilidade.

A eletrificação das motocicletas pode contribuir para reduzir emissões e a poluição nas cidades à medida que amplia sua participação nos deslocamentos urbanos. Na VAMMO, ecossistema de mobilidade do segmento, a operação com motos elétricas já soma mais de 269 milhões de quilômetros percorridos, evitando a emissão estimada de mais de 20 mil toneladas de CO2, o equivalente gerado pela queima de 9 milhões de litros de gasolina, segundo dados calculados com base no Inventário de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores.

Com mais de 269 milhões de quilômetros percorridos, um dos pilares desse modelo é o battery swap, sistema que permite substituir uma bateria descarregada por outra carregada em poucos minutos, em cerca de 600 pontos da rede da VAMMO em São Paulo e região metropolitana. A solução elimina longos períodos de espera para recarga, aumenta a disponibilidade das motos e permite que permaneçam mais tempo em circulação — característica especialmente relevante para quem utiliza o veículo diariamente para trabalhar.

A infraestrutura ganha importância diante do crescimento da eletrificação no mercado de duas rodas. Segundo dados da Fenabrave, foram emplacadas 11.587 motocicletas elétricas no Brasil entre janeiro e agosto de 2026, alta de 85% em relação às 6.261 unidades registradas no mesmo período de 2025. No entanto, esses modelos representam apenas 0,73% dos veículos de duas rodas, de acordo com a Fenabrave – representando um imenso espaço para ampliar sua participação.

Infraestrutura para motos elétricas

Os números são apresentados pela VAMMO durante a Semana da Mobilidade, realizada de 16 a 22 de setembro. O período amplia o debate sobre alternativas de transporte e soluções para reduzir impactos ambientais nos deslocamentos urbanos.

Para a empresa, a expansão da frota elétrica precisa ser acompanhada pelo desenvolvimento da infraestrutura de recarga. A questão ganha importância principalmente em operações de uso intensivo, nas quais a motocicleta permanece em circulação durante grande parte do dia.

“Os dados mostram que a procura por motos elétricas está crescendo, mas ainda existe um espaço muito grande para a eletrificação das duas rodas no Brasil. Para que essa expansão aconteça de forma consistente, é preciso olhar para toda a infraestrutura que sustenta o uso desses veículos. O battery swap pode ajudar a tornar a mobilidade elétrica mais viável para quem depende dela todos os dias”, explica Billy Blaustein, COO e cofundador da VAMMO.

Emissões e mobilidade urbana

Além da redução das emissões de CO2, a substituição de motos a combustão por modelos elétricos pode diminuir a emissão de poluentes associados à queima de combustíveis.

A mudança também pode contribuir para reduzir o ruído produzido pelos motores a combustão. O efeito está relacionado à qualidade ambiental dos grandes centros urbanos, onde as motocicletas têm participação relevante nos deslocamentos.

Segundo informações da VAMMO, ao peração da empresa já alcançou mais de 269 milhões de quilômetros percorridos com motos elétricas. A empresa estima que essa utilização tenha evitado mais de 20 mil toneladas de CO2.

Modelo citado em estudo internacional

A experiência da VAMMO também aparece no relatório Capital 2 Mobilize, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA/UNEP) em parceria com o Global Environment Facility (GEF). O estudo analisa modelos de negócio, barreiras de financiamento e soluções voltadas à expansão dos veículos elétricos de duas e três rodas.

A publicação considera iniciativas de mais de 60 países de renda baixa e média. A VAMMO é apresentada no documento como referência em ecossistema de mobilidade elétrica na América Latina. A empresa foi fundada em 2022 por Jack Sarvary, ex-Rappi, e Billy Blaustein, ex-Tesla. A VAMMO desenvolve e fabrica suas motos elétricas e equipamentos de carregamento em Manaus.

Atualmente, a empresa mantém uma rede de pontos de troca de baterias na Grande São Paulo. O modelo é voltado principalmente a usuários que utilizam motocicletas para deslocamentos e atividades profissionais.

 

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