VAMOS cresce 10,8% no 2T26
VAMOS cresce 10,8% no 2T26, aumenta ocupação da frota e reduz estoques. Registra alta de 10,8% na receita líquida e chega a 89% de ocupação da frota.
A VAMOS encerrou o segundo trimestre de 2026 com crescimento da receita e melhora dos principais indicadores operacionais. A companhia também reduziu estoques e avançou na desalavancagem.
A receita líquida alcançou R$ 1,56 bilhão no 2T26, alta de 10,8% sobre os R$ 1,41 bilhão registrados no mesmo período de 2025. No primeiro semestre, a receita chegou a R$ 3,18 bilhões, crescimento de 16,1%.
O EBITDA consolidado somou R$ 971,5 milhões no trimestre, avanço de 8,4% na comparação anual. A margem EBITDA ficou em 62,1%. O lucro líquido foi de R$ 101,1 milhões, alta de 8,9% sobre o segundo trimestre do ano passado. No acumulado do semestre, porém, o lucro líquido ficou em R$ 187,7 milhões, queda de 6,4% sobre o mesmo período de 2025.
Ocupação da frota chega a 89%
Um dos principais destaques do trimestre foi o avanço da ocupação da frota. A taxa chegou a 89% em junho, maior nível desde 2020 e cinco pontos percentuais acima do segundo trimestre de 2025.
O imobilizado bruto locado atingiu R$ 17 bilhões, crescimento de 8,1% em um ano. Ao mesmo tempo, o imobilizado bruto total destinado à locação cresceu apenas 1,8%. A companhia também registrou recorde de frota alugada. Segundo a VAMOS, o desempenho foi favorecido pelo aumento das contratações e pela redução dos ativos disponíveis para locação e venda.
A receita líquida de serviços de locação cresceu 8,6% no trimestre, para R$ 1,09 bilhão. No semestre, chegou a R$ 2,14 bilhões, alta de 9,1%. Outro indicador relevante foi o backlog de locação, que alcançou R$ 12,7 bilhões em receitas futuras. Desse total, R$ 4,5 bilhões estão previstos para os próximos 12 meses.
Estoques recuam 30% em 12 meses
A VAMOS também avançou na redução dos ativos disponíveis para locação ou venda. O estoque caiu para R$ 2,1 bilhões em junho, menor nível desde dezembro de 2022.
O montante representa uma redução de 30% em 12 meses e de 9% em apenas três meses. A companhia atribui o movimento ao avanço da locação de ativos usados pelo produto Sempre Novo, às extensões de contratos e ao aumento das vendas de Seminovos.
Entre março e junho, a redução dos estoques somou R$ 393 milhões. Desse total, R$ 120 milhões vieram de implantações de contratos de locação superiores às compras de novos ativos. Outros R$ 273 milhões foram resultado das vendas de ativos acima da formação de novos estoques.
O estoque de ativos usados terminou o trimestre em R$ 1,8 bilhão, menor nível desde o terceiro trimestre de 2024. O prazo de giro permaneceu em oito meses pelo segundo trimestre consecutivo.
Seminovos ampliam vendas
A operação de Seminovos também apresentou crescimento no volume comercializado. A VAMOS vendeu 29,5% mais ativos no 2T26 do que no mesmo trimestre de 2025. No primeiro semestre, o avanço chegou a 43,5%. Cerca de metade das vendas do trimestre foi formada por implementos rodoviários e cavalos mecânicos. A participação desses ativos aumentou 9,5 pontos percentuais em relação ao 2T25.
A receita líquida com a venda de ativos Seminovos cresceu 10,6%, para R$ 358,7 milhões. No semestre, alcançou R$ 684,8 milhões, alta de 11,4%.
Apesar do aumento das vendas, a margem EBITDA de Seminovos ficou em 0,9% no trimestre. A companhia explica que a demanda maior pela locação de ativos usados reduz a quantidade disponível para comercialização.
Alavancagem melhora
A geração de caixa operacional, a menor necessidade de Capex líquido e uma injeção de R$ 600 milhões decorrente de aumento de capital privado contribuíram para a redução da dívida.
A dívida líquida encerrou junho em R$ 11,56 bilhões, queda de 6,1% em relação a junho de 2025. A alavancagem passou de 3,39 vezes para 3,00 vezes no período.
A companhia informou que o índice de dívida líquida sobre EBITDA já alcançou em junho o nível previsto no guidance para dezembro de 2026. O ROIC ficou em 13,9% no trimestre.
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Capex contratado acelera
O Capex contratado somou R$ 1,55 bilhão no segundo trimestre, alta de 59,6% sobre o mesmo período de 2025. No primeiro semestre, chegou a R$ 2,71 bilhões. A empresa destacou a demanda do varejo e do e-commerce, com forte contratação concentrada em um cliente líder do segmento no país. Desconsiderando esse setor, a companhia afirma que a demanda permaneceu diversificada.
Os contratos de locação de ativos usados, incluindo Sempre Novo e extensões, representaram 27% do Capex contratado no trimestre. Sem considerar varejo e e-commerce, essa participação chegaria a aproximadamente 42%. Com os resultados do trimestre, a administração reiterou o guidance para 2026.
