Micromobilidade elétrica cresce no Brasil

Micromobilidade elétrica cresce no Brasil e amplia desafios de segurança para empresas e frotas, com aumento da circulação de bicicletas, patinetes e scooters elétricas nos grandes centros urbanos.

A micromobilidade elétrica avança no Brasil e passa a impactar não apenas o deslocamento individual, mas também a dinâmica de empresas, frotas corporativas e gestores de mobilidade. Bicicletas elétricas, patinetes e scooters, cada vez mais presentes em regiões empresariais como a Avenida Faria Lima, em São Paulo, ganham espaço como alternativa complementar ao automóvel. No entanto trazem novos desafios relacionados à segurança urbana.

Dados da Aliança Bike indicam que o país já conta com mais de 212 mil bicicletas elétricas em circulação. O que reflete uma mudança no padrão de deslocamento em áreas urbanas. Estudo da Grand View Research mostra ainda que o mercado brasileiro de bicicletas elétricas movimentou cerca de US$ 393,7 milhões em 2024 e pode atingir aproximadamente US$ 640 milhões até 2030, com crescimento anual composto estimado em 8,4% entre 2025 e 2030.

Para especialistas, esse avanço amplia a discussão sobre como empresas e operadores de mobilidade devem lidar com segurança, infraestrutura e gestão de risco. “O que estamos vendo é a consolidação da micromobilidade elétrica como um novo padrão urbano. Bikes, patinetes e scooters compartilham características semelhantes: alto valor agregado, facilidade de deslocamento e, infelizmente, grande atratividade para o crime”, afirma Paulo Buriti, gerente corporativo da Corpvs, especializada em soluções de monitoramento e segurança patrimonial.

Reflexos para empresas e operações de mobilidade

Com a popularização dos veículos elétricos leves, empresas que estimulam deslocamentos alternativos entre colaboradores passam a enfrentar novos riscos operacionais. Diferentemente de automóveis e motocicletas, esses modais não contam com placas ou identificação obrigatória, o que dificulta a recuperação em casos de furto ou roubo.

“Antes, motos e bicicletas convencionais já eram alvos frequentes. Agora, com a chegada em massa dos veículos elétricos leves, o interesse dos criminosos aumentou significativamente. Esse crescimento exige novas estratégias de proteção, tanto para usuários individuais quanto para empresas e gestores urbanos”, explica Buriti.

Para locadoras e gestores de frotas corporativas, o tema surge de forma indireta, mas relevante. O uso combinado de veículos tradicionais e modais de micromobilidade altera fluxos, reduz deslocamentos curtos com automóveis e exige revisão de políticas internas de mobilidade, segurança e responsabilidade.

Riscos em vias públicas e ambientes corporativos

Em regiões corporativas, os riscos se distribuem entre ruas, ciclovias e áreas privadas. Nas vias públicas, o roubo direto é uma das principais ameaças, muitas vezes associado a ações rápidas que resultam na queda do usuário. Já em estacionamentos e áreas comuns de prédios empresariais, o furto ocorre com maior frequência, normalmente ligado à ausência de controle de acesso e monitoramento específico.

“No caso de patinetes e scooters elétricas, o furto costuma ser ainda mais rápido, já que muitos modelos são leves e podem ser facilmente transportados”, destaca o executivo da Corpvs.

Esse cenário afeta empresas que oferecem estrutura para esses modais. Tais como bicicletários e áreas compartilhadas, e também gestores de mobilidade que buscam integrar diferentes formas de deslocamento às operações corporativas.

Tecnologia e gestão de risco

Diante do avanço da micromobilidade, soluções tecnológicas ganham espaço como ferramenta de apoio à segurança e à gestão. Sistemas de rastreamento, sensores inteligentes e centrais de monitoramento permitem acompanhar trajetos, criar cercas virtuais e emitir alertas em situações suspeitas.

“Hoje, já é possível acompanhar deslocamentos em tempo real e agir rapidamente quando algo foge do padrão. Isso reduz perdas patrimoniais e ajuda empresas a estruturarem políticas mais seguras de mobilidade”, analisa Buriti.

Para o setor de locação e gestão de frotas, essas soluções também dialogam com eficiência operacional, redução de riscos e planejamento mais integrado de mobilidade urbana.

Mobilidade sustentável, ESG e produtividade

Além da segurança, a micromobilidade elétrica se conecta diretamente às agendas de sustentabilidade e ESG. Empresas que incentivam alternativas ao automóvel buscam reduzir emissões, melhorar a qualidade de vida dos colaboradores e otimizar o uso da frota.

“Quando o profissional se sente seguro no deslocamento, ele reduz o estresse, ganha tempo e chega ao trabalho mais focado. Isso impacta a produtividade e reforça o compromisso das empresas com sustentabilidade e responsabilidade social”, conclui Paulo Buriti.

À medida que a micromobilidade elétrica se consolida no ambiente urbano, especialistas apontam que a integração entre inovação, segurança e gestão será cada vez mais relevante para empresas, frotas corporativas e operadores de mobilidade.

Micromobilidade elétrica cresce no Brasil e amplia desafios de segurança para empresas e frotas,

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