Avaliação do negócio entre Localiza e Unidas ganha mais prazo no Cade

Mais prazo no Cade. O prazo de 240 dias definido na lei venceria no dia 8 deste mês

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta quarta-feira, a extensão de 90 dias para que a avaliação acerca do processo de incorporação da Unidas pela Localiza seja concluída. O passo já era esperado pelo mercado e, agora, o veredicto tem de sair até janeiro.

O pedido foi feito ontem pela conselheira-relatora do caso, Lenisa Rodrigues Prado. O prazo de 240 dias definido na lei venceria no dia 8 deste mês. “Este prazo é insuficiente ao pleno exercício da função pública pelo Tribunal do Cade”, argumenta a relatora. Com isso, a data final agora é dia 6 de janeiro.

Caso complexo

Em maio, a Superintendência-Geral (SG) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) apontou o caso como complexo. O que abriria uma importante janela para que a avaliação pudesse conquistar uma extensão de prazo.

Advogados que acompanham de perto o processo explicaram que a declaração de complexidade não exime a necessidade de um pedido formal de mais prazo. O que foi feito ontem pela relatora. O pedido foi aprovado por humanidade. O que já era esperado pelas empresas que acompanham o processo.

Remédios

Após concluir sua avaliação, em setembro, a SG do Cade recomendou remédios considerados pelas empresas do setor e analistas como menos amargos do que esperado. Entre os principais está o desinvestimento de frota e agências em municípios. E os aeroportos com sobreposição entre Unidas e Localiza.

Já no lado comportamental, as requerentes aceitaram liberar a entrada da Vanguard no Brasil caso ela queira. A proibição é um dos critérios para que a Unidas representasse marcas da Vanguard por aqui (Alamo, Enterprise e National). A Localiza terá ainda de renunciar ao uso de uma das marcas nas plataformas de comparação de preços. Limitando a quatro marcas. Os remédios apresentados, entretanto, são apenas o início de um longo debate com todos os conselheiros do Cade.

Movida, terceira maior locadora de veículos do país, Fleetzil (do Grupo Volkswagen), Ouro Verde e Ald Automotive, subsidiária do grupo francês Société Générale, entraram como terceiras interessadas no processo que corre no Cade. Levantaram preocupações concorrenciais, uma vez que o negócio representaria a fusão entre as duas maiores locadoras de automóveis do país.

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