Como a revolução digital impacta as empresas da Bolsa brasileira

Como as ações das empresas “dinossauros” da Bolsa reagem à ameaça de operações mais enxutas?

SÃO PAULO – Fintechs, insurtechs, construtechs e outras startups ameaçam os setores tradicionais da economia com suas operações mais enxutas e, consequentemente, muito mais baratas. Como as ações dos “dinossauros” da Bolsa reagem a essas ameaças?

Este é o tema do programa Analistas Sem Censura desta terça-feira (8), no YouTube do InfoMoney. O programa foi apresentado por Renato Breia e Rafael Ragazi, da Nord Research. Assista à discussão ao vivo no player acima e mande suas perguntas.

De maneira geral, as boas empresas com história no mercado já se mostram capazes de competir de igual para igual em eficiência com os novos players, em qualquer setor. As empresas que dão o primeiro passo deixam de ser consumidoras de tecnologia para fornecer tecnologia. Foi isso que fizeram empresas como Magazine Luiza com o omnichannel e a Kroton com sua mudança de marca anunciada na última segunda-feira. 

“Qualquer apresentação hoje tem ‘transformação digital’ e tem ‘x’ as a service“, exemplifica Rigazi. Isso vale para a empreiteira que oferece aluguel por temporada, a locadora e a montadora que podem oferecer gerenciamento de frota nos centros urbanos, ou qualquer outro setor.

Em outras palavras, número de clientes já foi a principal meta para medir o desempenho de uma empresa. Agora, outras métricas, como KPIs, NPS e tecnologia para desenvolvimento de novas soluções dizem muito mais sobre a capacidade de crescimento do negócio. “Na hora de oferecer uma grade de produtos, a empresa usa inteligência de análise de dados e oferecer o que faz sentido para aquele cliente”, resume o analista. Isso vale numa experiência de compra online, de serviço bancário ou até em produtos de educação e informação, por exemplo.

Bancos digitais

Para Breia, ainda que hoje a “disrupção” esteja mais presente nas discussões do dia a dia, não é possível colocar toda a inovação no mesmo “bolo”. “Vemos empresas mais antigas que estão se aproveitando muito desse processo. Muita gente acha que o banco inter é uma empresa nova, mas é uma empresa muito antiga”, lembra o analista.

O Banco Intermedium nasceu como uma espécie de correspondente bancário de apoio à MRV, outra empresa dos mesmos fundadores. Após a chamada “transformação digital”, o banco, antes desconhecido, está entre os que encabeçam a discussão do setor financeiro no país. Ragazi aponta que a disputa é entre inovação e escala: irá ganhar quem comprovar ser a melhor opção para o cliente.

No que diz respeito aos papéis das empresas, porém, os analistas alertam: é preciso muito cuidado na hora de comprar ações de novatas em disparada. Por serem operações de muito barulho no setor, muitas vezes essas empresas apresentam valor de mercado esticado em relação aos seus resultados efetivos – e o investidor pode sentir o baque no médio prazo.

“Algumas dessas empresas se preocupam tanto com a satisfação do cliente que esquecem de dar lucro”, diz Ragazi. O Nubank, por exemplo, reportou prejuízo de R$ 139 milhões no semestre passado, resultado 172% pior que o mesmo período do ano anterior.

Fonte: InfoMoney

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